LÍMITES...

Entre tanto la velocidad cardiaca se disparaba... podíamos haber estado cruzando la historia del mundo en un par de minutos y sin embargo el cabello de ella se montañarusa lento y bello... el mio raudo y rasta.

Lo que el tiempo mece como en hamaca, los sentidos lo destapa como corcho de botella del vino que uno y dos y tres y pum...

Correr angustiosos por la acera de la noche que ahora está vacía eco y esta mañana plagada de lenguas, esquivar los puñales de las sombras huyéndole al miedo también... pero no, era valentía... de la buena - a una 38 a quemaropa- le huye cualquiera... la agarro fuerte de su mano muerta para que afane su respiración y no nos atrape el Judas sin sus monedas... el sudor hace lo que sabe y esos malditos zapatos que se puso ella hoy le abrirán ampollas en sus preciosos deditos dulces. Doblamos una esquina de acero que casi se trasparenta de lo veloz, nos escondimos en la invisiblilidad de lo feroz del asesino y tras... tras... lo desarmo.... ahora tengo el arma, el poder, la ira concentrada alrededor del cansancio, en los estallidos del corazón... y pum... pum...

lo tengo en la mira... el arma en mi confusión se calienta... lo pateo hasta el fin, busco su cabeza aunque no la encuentro... la voces se aglomeran... le apunto, despeino su calvicie con dos y tres y pum disparos...

Perderse de la memoria del crimen no es fácil... sobre todo convivir con esa calle al borde de la impunidad que me acobija bajo el día que me ve pasar nuevamente y otra vez por la escena del delito.. mientras ella sigue a mi lado yerta, más que él, y no recuerda nada, hasta pienso que fue mentira.

CORRE-0...

mi cerebro es de plastilina
un hemisferio está vuelto huerta
el otro barro de la
creacion escribió:
"hoy es viernes y yo aquí, adentroacaso encerrada

(tengo ganas de nadar y no parar nunca)
acaso ocasoacaso casa (lógicamentedeshabitada)
acaso una línea larga y curva(tengo ganas de dormir y no parar nunca)
acaso tu que no te conozco por ser parecido a mi

-vínculos de aire,
eso somos dos que no son dos por ser siempre ninguna cosa o dos
que son uno por ser la sombra de un mismo cuerpo
ah tengo ganas de no parar de no parar máquina frenética herida abierta niño amamantado madre desierta pulso entre las piernas que va a explotar...

- gustavo, que bien que me escribas-
¿sabias que hoy es viernes? y mañana octubre, en algunos lados otoño y en otros no sé, por ser ignorante en eso del clima, sobre todo el interior.

-que estoy en la universidad y después ire a hacer lo mismo y después lo mismo circulo vicioso de uno-

gustavo mira, tengo en el pantalón de hoy pintado un burrito que se quiere escapar....

R/:

muchas buenas y una mala dado que por el momento
no podré volver a ese pasado donde estuve entre tu atmósfera
surcando regiones de nubes y atardeceres de eclipses

mala porque el afán es constante vital cardiaco
pero no tanto..... dado que el tiempo que profesamos
será el adecuado

bueno que en la U marchen las cosas como quiero

el reto me engrandecerá
la vinculación oficial fue la semana pasada y

el 23 hay homenaje al neruda que conoció mis amores platónicos

bueno que en una empresa de libros

hayan tolerado mi cabello largo y mi jefa me motive lo suficiente

bueno que haya subido dos kilos y se me noten (tan ridículo yo)

bueno que asuma la familia desde la sangre y no la necesidad

que escriba que lea que bicicleto que amisteo que vea teatro y me divierta con todo eso que declame "el viento en la isla" de neruda

que me escribas....

wayuu...

...la tierra que se negará siempre a despreciar cada semilla, la lluvia que avivará toda certeza.

TABACALEIRA

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,

E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.


Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

LA CIUDAD

La ciudad esos buses basureros
esos bares sombríos de arrabal;
esos bancos de sangre vampiros y usureros,
esos barrios tristes y quiméricos
de barro de miseria;
esas bodas bacanales de opulencia
y de poder; con su hija bastarda la pobreza.
¡La ciudad es burdel del capital!

GONZALO ARANGO

TEIKU

teiku -pequeñitohermanomenor
dorado
vino desde su sueño



a traer el brillo solar
de su magia
desde la intermedia irección celeste
a vestir a los padres del linaje
a señalar el camino
hacia la montaña ceremonial



él oro estuvo con él

y con todos
sólo que ninguno le aprendió a teiku


y regresó solo al sol

JALLA-E COLOMBIA 2.006

Saludo Gustavo.

Este correo es para informarte que tu poesía ha sido aprobada por los lectores de Jalla-E Colombia 2006. Te solicitamos nos envíes tus datos de contacto para enviarte las invitaciones para gestion de apoyos, caso que puedas venir. Reconocemos que es un poco tardía esta confirmación, y por eso queremos ofrecerte, caso que te sea posible venir a nuestro evento, alojamiento con los ponentes extranjeros a 10 minutos de la Universidad del Valle, para facilitar tu asistencia a nuestro evento. El alojamiento sería en el complejo recreacional campestre Comfandi Pance, en acomodación múltiple, e incluye desayuno. Si estás interesado y es posible tu asistencia, esperamos tu confirmación hasta el 1 de Septiembre, acompañada de tu nombre completo y el número de tu documento de identificación para hacer la reserva.

Te anexo también el breve comentario del comité:

Gustavo Arrieta. La biculturalidad de los poemas se manifiesta a través de su música extraña, de sus ritmos entrecortados, como de melodías desconocidas en nuestros oídos. La inserción de palabras indígenas no crea dificultades en la aprehensión de los contenidos de los poemas: "monólogos interiores con los fantasmas del silencio, con el río y su paisaje, con el cielo y su paisaje, con la gente y su paisaje, con la memoria y mis paisajes". Los poemas pueden leerse en el Recital de JALLA-E 2006.

Esperamos te sea posible participar de nuestro evento. Quedamos pendientes de tus datos y confirmación. Gracias por tu participación en Jalla-E Colombia 2006.

Con sigular aprecio,
Johan Marín Londoño
Coordinador General Jalla-E Colombia 2006

ROBINSON QUINTERO poema

“SWEET CHILD O´MINE”

Hey nena, conozco bien ese estrecho lugar
en tu corazón donde anudas tanta rabia;
conozco el dulce veneno de tu desnudez
y la frase que ahuyenta los sueños
entre una manada de caballos que viajan en silencio.

Sé de tu noche oscura y prolongada,
de una rota oportunidad exiliada en los recuerdos,
sé que fuiste el lobo que anduvo entre lobos
disfrazados como caperucitas ;
pero esta ciudad no es un bosque,
es algo peor, que se incrusta dentro de la herida.

No todos pueden presentir cada caída;
cada fuga hacia ese lugar vacío
donde todo gira en cámara lenta,
no todos conocen tu canción secreta,
la esquina del ring que nos cuenta los días.

Son pocas cosas en un viaje tan largo
y a través del vidrio empañado de la ventana
el mismo paisaje de siempre :
un mundo triste, escupiendo su abandono.

Robinson Quintero

Barranquilla



FILOSO...

"Ahora por fin, uno reencuentra el círculo, uno lo abre, uno deja entrar alguien, o bien uno va uno mismo hacia afuera, uno se lanza. Uno no abre el círculo del lado donde se apresuran las antiguas fuerzas del caos, sino en otra región, creada por el círculo mismo. como si el círculo tendiese él mismo a abrirse sobre un futuro, en función de las fuerzas en que abriga. Uno se lanza, uno arriesga una improvisación. Pero improvisar, es encontar el Mundo o confundirse con él. Uno sale de su casa al paso de una cancioncilla"

Gilles Deleuze (Francia 1925-1995)

TAGANGA verde...

CORREO DE ANAMARIA...

No he llegado me he perdido
-dirás que miento
no te digo que me he perdido


(todo lo que pasa en el minuto,
60 segundos de piedra, 72 respiraciones,
no sé cuantos caracteres, un cruce de palabras)


esta pérdida no la reconocerías tu boca dulce
tu olor azul

mira el rostro ya no es rostro los gestos precisos
el lunar que oculta un sollozo nocturno....


quizás la onda me ha borrado todo
el viaje sin rutas, con estaciones de ecos,

con risas, con tiquetes falsos
la lancha flotante anclada a la tierra


- dirás que miento pero estoy descosida toda
pero anudo presencias

pero abotono esa camisa amarilla que no visto por obscena
me he quedado en la nube

que parecía lluvia y sorprendió por incendio
ese vapor delicioso que es tu cuerpo dormido
esa arca profunda sin fin ni comienzo
he sido de todo

he sido de nada
he estado del lado del olvido

pero no: me he perdido

(viajar es reconocer que los pasos llevan consigo un vacío,

es sentir el pulso más fuerte en la sien,
es ser fluir cuando todo se abisma)

- quisiera viajar desde siempre -

dirás que miento
yo sé el silencio del coral es el viaje
la lluvia de la ciudad caliente

el dibujo no trazado
la palabra no dicha

O... CASO

tomada por ella desde su ventana...

HONGO...

"Así como Ustedes no saben lo que puede un cuerpo, así como hay muchas cosas en el cuerpo que Ustedes no conocen, que sobrepaasan su conocimiento, así mismo hay en el alma muchas cosas que sobrepasan su conciencia. He allí la cuestión: qué puede un cuerpo? de qué afectos son Ustedes capaces? Experimenten, pero es necesaria mucha prudencia para experimentar.

Gilles Deleuze (Francia, 1.925-1.995)

AJA... ME FUI



me fui
con mis actos íntimos de no estar
en ningún lado

tuve que empacar esas mismas cosas
blue jean roto
tenis rojos
cigarrillos
poemas papel carnal

pero no teléfonos ni ayeres

abandono aniversarios... lugaresimágenes
sonrisas
olores
sal arenalunares

me fui de gentes a empezar de cero
me fui sur frío
luego de bares ciudad grotesca
-enfermedad-

y al llegar nuevamente... me voy
otra vez por siempre -con mi estar
a colonizar nostalgias
con lo difícil de entrañarme a
perseguir... rastrear... hallar otras veces

ANIVERSARIO...

neblina oscura
eso es... eso fuiste

madera húmeda
beso incierto (espejo de algún dolor)
musgo equivocado...

olor
olor
olor

mientras la realidad
me hacía una pausa
y por esa rendija del deseo que se pide
se descubre el poder de los sueños

neblina oscura deseada
madera pirotecnia y cabaña
beso oasis
reflejo mio
musgo dulce
mientras vivo el eco idéntico de lo que fue
(en este aniversario solo)

mientras te pierdes en la luz y
te llamas fulana...

nuevamente bajo caminando
de san lorenzo a la ciudad.

ahora el machismo lo ejercen ellas...

Fantasy Art...



Tocarla...
Óleo Lienzo Pincelada
Piel que es memoria de las manos
Sutil roce -espina o pétalo-

Fantasy art... en bocetos
Mujer de espuma azul en el Tayrona de mi pecho

¿Tienes alas a caso y es tu cabello un escudo?

La herida mana
Doble hoja de la espada
Que resplandece como sonrisa
Tras el reflejo
"en el tiempo de los sueños
los dioses pactaron sus formas... "

sábado 10 (ella taganga)


viene del mar
con pies de arena
y aretes de coral
ofrece artesanías y
miradas imposibles...

llega me abre el torax
con una palabra cualquiera
mientras su voz entra y se queda
se queda y se va.

...la desnudo de la arena sensual
del misterio dulce que sale de su boca
como lengua... como labios o canción
y regresa a las aguas -de mi océano-
sola tranquila

ostento ahora un collar
de piel... dientes y verso
me ostento yo.. luego de todo eso...
belleza y mortal